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ADXTUR

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O projeto das Aldeias do Xisto surgiu quando os agentes da utopia se juntaram aos que aqui sempre resistiram.

A resistência encontrou a utopia

A Rede das Aldeias do Xisto é constituída por 27 aldeias do interior da Região Centro de Portugal e assume-se como um projeto de desenvolvimento sustentável, de âmbito regional. Liderado pela ADXTUR - Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, o projeto integra 230 entidades, públicas e privadas, de entre as quais 23 Municípios, 3 Comunidades Intermunicipais, 7 Grupos de Ação Local e mais de 150 empresas a atuar no território. A ADXTUR congrega, assim, as vontades públicas e privadas de uma região, que se reveem na gestão partilhada de uma marca, na promoção conjunta de um território, na preservação da cultura e do património do mundo rural e na criação de riqueza através da oferta de serviços turísticos.

A missão da ADXTUR é gerar atratividade territorial, estimulando um desenvolvimento social e económico sustentável, integrado e participado. Cumprir esta missão no contexto ditado pelas dificuldades que o território das Aldeias do Xisto tem de enfrentar exige explorar caminhos menos percorridos. Como tal, a ADXTUR tem vindo a chamar a si o papel de agente experimentador, convocando novos atores, pensamentos e competências, para interagirem com as suas comunidades e, deste modo, gerar argumentos para criar e promover bens e serviços significantes da sua identidade, e valorizá-los junto de públicos e mercados exigentes em matéria de turismo de natureza e de responsabilidade social.

As Aldeias do Xisto são uma marca-destino que, ao longo dos últimos anos, e a partir da atividade turística, da experimentação e do conhecimento, têm conseguido afirmar um território único no contexto da Região Centro e do País - um território para viver, investir e criar. Têm-no feito procurando sempre o que há de mais distintivo e genuíno na paisagem e nas comunidades, atraindo investimento e abrindo a porta a projetos que experimentem a partir da essência dos lugares. A relação com a natureza, com a terra, e com as pessoas tem sido a bússola que norteia uma atuação que procura revitalizar o território a partir do seu diferencial cultural. 

Através de vários projetos empresariais, artísticos e experimentais, as Aldeias do Xisto têm esboçado formas de transformar pensamento em ação, ideias em atividade, recursos em propostas de valor. Em suma, tornar a cultura dos lugares num ativo de desenvolvimento económico e social. Reinventar a cultura dos lugares com as pessoas que neles habitam é a linha de atuação das Aldeias do Xisto para criar valor social e económico no território. É sobre a nossa identidade que estamos a experimentar convocando a criatividade e o conhecimento. Afirmamos este território como um laboratório vivo, aberto a novos pensamentos e povoadores capazes de criar núcleos de transformação do tecido social que originem novas formas de fazer, estar e ser.


Espírito de Parceria

A ADXTUR- Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto é hoje uma plataforma de cooperação regional público-privada, supramunicipal, ancorada num processo contínuo, cuidadoso e especializado, de mobilização das populações, congregação de vontades e apoio ao investimento, em prol do desenvolvimento de um território e de uma ideia de futuro. Desde o primeiro momento que a marca Aldeias do Xisto tem vindo a chamar a atenção do país para uma reserva da sua identidade que deve ser preservada e promovida, desafiando Portugal a pensar o seu futuro também a partir das aldeias.

A visão coletiva do futuro aponta para a afirmação das Aldeias do Xisto como a principal ferramenta de atratividade territorial e de atuação concertada supramunicipal para qualificar e mobilizar o potencial endógeno do Pinhal Interior e para gerar atividade económica e emprego a partir do setor do turismo, valorizando a cultura e os recursos locais.


O território como um laboratório

Vinde à terra do vinho, deuses novos! 
Vinde porque é de mosto
O sorriso dos deuses e dos povos
Quando a verdade lhes deslumbra o rosto.

Houve Olimpos onde houve mar e montes. 
Onde a flor da amargura deu perfume.
Onde a concha das mãos tirou das fontes 
Uma frescura que sabia a lume.

Vinde, amados senhores da juventude! 
Tendes aqui o louro da virtude,
A oliveira da paz e o lírio agreste...

E carvalhos, e velhos castanheiros,
A cuja sombra um dormitar celeste 
Pode fazer os sonhos verdadeiros.

Miguel Torga

Uma estratégia de desenvolvimento centrada na atratividade territorial supõe a mobilidade das pessoas. Isso só é possível se houver uma abertura continuada ao exterior e uma capacidade de oferecer experiências únicas e irreplicáveis com base naquilo que existe de mais distintivo: a sua identidade cultural. É sobre ela que as Aldeias do Xisto têm vindo a construir um laboratório vivo, convocando para o território a criatividade e a experimentação, para criar núcleos de transformação do tecido social capazes de fazer germinar novas formas de fazer, estar e ser.

Esta ação quer dar continuidade e aprofundar um modelo de investigação, imersão criativa, representação e produção, convidando artistas, investigadores e pensadores a desenvolverem projetos e objetos que carreguem um significado e uma mensagem, e que estimulem o surgimento de novas formas de fazer, ser e estar. Mantém-se a aposta no formato de laboratório, cruzando diferentes saberes, técnicas (artesanais e digitais) e públicos (artesãos e alunos), envolvendo pequenas unidades industriais e familiares, através de uma metodologia projetual que está já bem incorporada no modus operandi das Aldeias do Xisto: desenvolvimento de programas de acolhimento e imersão criativa, investigação técnico-artística, conceção, prototipagem e produção de objetos, e desenvolvimento de projetos, dinamizando centros de saber e competência do território.

Defender e promover os ofícios artísticos, a investigação, a criatividade e a ousadia, a experimentação e a mudança de vida, em suma, a fixação de pessoas, projetos e investimento, tendo como base estes princípios representa a aposta das Aldeias do Xisto na criação de uma homeland onde os novos criadores e investidores são convidados a escreverem a identidade do tempo em que vivemos no espaço que habitamos.


Aldeia-escola

As aldeias são escolas, espaços de aprendizagem onde ainda se faz pão, queijo, hortas, azeite, muros, casas e onde toda a paisagem é um livro. As aldeias são um património cultural feito de pedras e pessoas, uma obra combinada entre o homem e a natureza onde podemos voltar a ser profundamente humanos, onde ainda é possível imaginar um futuro que troca o egocentrismo pelo ecocentrismo. 

Nesse sentido, as Aldeias do Xisto estão a implementar uma série de experiências turísticas, de conteúdo pedagógico e experiencial, tendo em vista disseminar conhecimento que contribua para uma sociedade mais equilibrada, responsável e feliz. Relacionam técnicas e saberes locais com empreendedorismo e inovação, centrando-se nos valores, práticas e recursos dos meios rurais. Aproximam gerações e criam condições favoráveis para que as pessoas se adaptem, perdurem e transformem os contextos onde interagem. 

Estas experiências baseiam-se no saber local e na aprendizagem em contexto real, combinando conhecimento tradicional e científico com soluções inovadoras de interação e integração social. Ancoradas nos vários centros de competência e saber que existem no território das Aldeias do Xisto, combinam práticas tradicionais com investigação técnica e científica, sempre numa vertente lúdica de learning by doing e numa relação próxima com a comunidade e os seus saberes

Espera-se que possam também promover a permanência e fixação de pessoas e empresas facilitando-lhes os conhecimentos, técnicas e ferramentas para lidarem com os diversos aspetos da vida no contexto destes lugares - para que estejam aptas a sair dos centros urbanos e a lidar com a terra, vivendo e usufruindo da totalidade do território nacional. 


Objetivos

  • Implementação de um programa de animação integralmente dedicado à transmissão de conhecimento, de base local e tradicional, aproximando gerações e capacitando mais pessoas para viverem no território.
  • Promoção do território e da marca Aldeias do Xisto como um destino para viver, investir e criar.
  • Diversificação da oferta de animação associada à marca Aldeias do Xisto
  • Capacitação de mais pessoas para se fixarem no território.
  • Aprofundamento do compromisso da sociedade com o território.
  • Criação de um ecossistema inovador de permanente aprendizagem e de valorização do conhecimento e da sua partilha.
  • Estabelecimento das condições para o florescimento de um ambiente comunitário e intergeracional de entreajuda e apoio.
  • Preservação e transmissão das tradições e dos saberes locais.


Cultiva a tua cultura

Reinventar a cultura dos lugares com as pessoas que neles habitam é a linha de atuação das Aldeias do Xisto para criar valor social e económico no território. É sobre essa centelha de genuinidade que as Aldeias do Xisto têm vindo a construir um laboratório vivo, convocando para o território a criatividade e a experimentação, para criar núcleos de transformação do tecido social capazes de fazer germinar novas formas de fazer, estar e ser.

Esse processo assenta em três linhas de atuação:

  • Estratégia: Posicionar as Aldeias do Xisto como marca dinâmica e contemporânea coerente com os pressupostos da sustentabilidade ambiental, económica e social.
  • Social: Chamar novos atores para o território que participem no desenvolvimento económico e humano através de práticas contemporâneas, revitalizando tecnologias tradicionais e integrando-se no contexto social.
  • Produto: Criar novos produtos, atrativos e contemporâneos, que contem a história deste território e a identifiquem, ícones contemporâneos que se afirmem como embaixadores dos locais onde foram criados, objetos mudos capazes de comunicar identidade e relacionamento significante como os lugares.


Viver, Criar, Investir, Usufruir

A ambição regional cruzada com a aprendizagem de terreno da ADXTUR resultam numa proposta de intervenção global, pública e privada, ancorada em quatro linhas estratégicas:

  • Visitar e Usufruir - Aposta no sector turístico, estruturada a partir dos produtos estratégicos consolidados e estimulando o surgimento de novas propostas a partir dos recursos e vantagens comparativas locais.
  • Criar e Aprender - Promover a imersão científica e artística com vista à geração de experiências e protótipos, novos produtos e serviços, que aumentem e diversifiquem a oferta do território e, simultaneamente, permitam desenvolver iniciativas de proximidade para melhorar as condições de acesso ao conhecimento e a novos serviços nas aldeias e estimular a aprendizagem conjunta dos habitantes, turistas e visitantes. 
  • Viver - Atrair atividades e residentes para o território, estimulando operações de reabilitação urbana que conciliem materiais e técnicas tradicionais com utilização de novos materiais e tecnologia ao serviço da qualidade de vida, bem como novas formas de residência adaptadas a públicos específicos.
  • Investir - Atração e apoio ao investimento no território focado nos produtos estratégicos e em áreas conexas, tendo em vista a geração de emprego e o crescimento sustentável da economia.