A aldeia do xisto de Janeiro de Cima, no município do Fundão, acaba de dar um passo pioneiro: inaugurou o Cowork Aldeias do Xisto, na Casa da Barca, o primeiro espaço de trabalho partilhado instalado na nossa rede de aldeias.
Integrado na Rede de Coworks do Fundão, o espaço oferece oito lugares a trabalhadores remotos, um computador de utilização gratuita, internet de alta velocidade e acesso 24 horas por dia, sete dias por semana.
Localizado na Casa da Barca, o cowork ocupa o mesmo edifício onde foi inaugurado, no dia 3 de agosto, um espaço de memórias dedicado à história da barca. O espaço, que agora integra a rede de Casas e Lugares do Sentir do concelho do Fundão, acolhe um centro interpretativo dedicado à embarcação que outrora era indispensável à vida quotidiana nas margens do rio Zêzere.
É neste encontro entre tradição e inovação que as Aldeias do Xisto se afirmam como um território capaz de responder a várias funções: aqui, a história preserva-se, mas também se produz conhecimento, cria-se e trabalha-se para o futuro.
O presidente da ADXTUR - Agência de Desenvolvimento do Território das Aldeias do Xisto, Paulo Fernandes, explica que este cowork se destina “a qualquer pessoa que aqui esteja de férias, de visita, a trabalhar remotamente ou que viva na região e necessite de um espaço de trabalho por horas, dias ou meses”.
O espaço de coworking vem reforçar a rede de nove espaços do Município do Fundão, mas também consolida o posicionamento das Aldeias do Xisto como destino ideal para quem quer conciliar produtividade e qualidade de vida.
Aqui, é possível trabalhar com vista para o Zêzere, no silêncio da natureza, e ter a poucos passos trilhos, praias fluviais, gastronomia de excelência e alojamentos para todos os perfis — desde bungalows no meio da serra a casas de turismo rural, hotéis de charme ou alojamentos singulares.
Com esta inauguração, as Aldeias do Xisto mostram que são mais do que um destino turístico: são um território vivo e multifuncional, onde é possível viver, criar, empreender e crescer, sem abdicar da autenticidade e da ligação à paisagem e à comunidade.









