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Aldeias

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Uma paisagem cultural única no Centro de Portugal. Montanhas a perder de vista, água a brotar da terra em inúmeros rios e ribeiras, e um dos céus mais estrelados do mundo. Aqui reina a natureza, sobressai a diversidade das aldeias e impera o cunho humano das suas gentes.

Unidades Territoriais

O território das Aldeias do Xisto está dividido em quatro Unidades Territoriais, refletindo as características geomorfológicas dessas unidades de paisagem, bem como as características arquitetónicas e as tipologias urbanísticas desse conjunto de aldeias. Apesar de o território ser predominantemente xistoso, impera também a diversidade dentro da rede.

Como chegar às Aldeias do Xisto

A partir da A1:

  • Coimbra, via EN17 até à Lousã, para a Unidade Territorial da Serra da Lousã;
  • Condeixa, via EN347 ou via A13 até Penela, para a Serra da Lousã e Zêzere;
  • Pombal, via IC8 até ao Avelar, para a Serra da Lousã e Zêzere
  • Torres Novas, via A23 e IC3/A13, até ao Avelar, para a Serra da Lousã e Zêzere

A partir da A23:

  • Entroncamento, via IC3/A13 até ao Avelar, para a Serra da Lousã e Zêzere;
  • Abrantes, via N2 via Vila de Rei, para o Tejo-Ocreza e Zêzere;
  • Perdigão, via IC8/EN241, o Tejo-Ocreza;
  • Castelo Branco, via EN233, para o Tejo-Ocreza;
  • Castelo Branco, via EN112, para o Tejo-Ocreza e Zêzere;
  • Fundão, via EN238, para o Zêzere;
  • Covilhã, via EN230, para o Serra do Açor.

A partir do IP3 e IC6:

  • Penacova, via EN2, para a Serra da Lousã
  • Coja, via EN344, para a Serra do Açor
  • Venda de Galizes, via EN17 e EN230, para a Serra do Açor.

Há duas vias principais de circulação através do território das Aldeias do Xisto, que o cruzam de uma forma quase perpendicular entre si:

  • A EN2, que atravessa o território no sentido norte-sul, permitindo fácil acesso à Serra da Lousã, ao Zêzere e ao Tejo-Ocreza. Ao longo do seu traçado, há seis Aldeias do Xisto que distam desta via menos de 5 km;
  • O IC8, que atravessa o território no sentido oeste-sudeste, permitindo fácil acesso à Serra da Lousã, ao Zêzere e ao Tejo-Ocreza. Ao longo do seu traçado, há quatro Aldeias do Xisto que distam desta via menos de 5 km.

 

Paisagem Cultural

A geologia e a morfologia do território das Aldeias do Xisto determinam os seus relevos de cumes arredondados e vales profundos, a sua paisagem ondulante e os tipos de construções que milhares de anos de ocupação humana aqui foram deixando. É neste território escondido no interior de Portugal, no meio do maciço central que, desde tempos imemoriais, as pessoas se relacionam com a natureza e investem na terra produzindo um modo de vida muito particular. Essa persistência quotidiana reflete-se na arquitetura vernacular, no património imaterial, na gastronomia, e até no coberto vegetal criando uma paisagem cultural única que faz parte da nossa identidade coletiva.

Geografia 

As Aldeias do Xisto distribuem-se por um território de 5.000Km2 e 20 concelhos. É uma região com características biogeofísicas bem marcadas, essencialmente ligadas à predominância geológica do xisto, mas também à floresta e à água. É uma área montanhosa, onde as serras de média altitude se sucedem umas às outras, formando no horizonte como que um mar encapelado de cumeadas - um mar de montanhas - onde se destacam as Serras da Lousã, Açor e Muradal. O território é eminentemente florestal, ainda com inúmeras áreas de vegetação autóctone e galerias ripícolas, embora predomine o pinheiro bravo, o eucalipto, o medronheiro e os matos de urze. É atravessado por importantes cursos de água, como os rios Zêzere, Ceira, Alva e Ocreza, que proporcionam um importante conjunto de aproveitamentos hidroelétricos, como é o caso das barragens do Alto Ceira, Santa Luzia, Cabril, Bouçã, Aguieira, Fronhas e Castelo de Bode.

Natureza em estado puro

No território das Aldeias do Xisto existem importantes espaços naturais e ocorrem inúmeras espécies que o tornam num dos mais importantes ao nível da conservação da natureza em Portugal. Visitar as Aldeias do Xisto envolve sempre uma experiência de profunda comunhão com a natureza, seja em puro lazer ou num desafio mais ativo. Existem quatro áreas classificadas que abrangem, no seu conjunto, uma parte significativa deste território.

A dimensão humana de todas as coisas

Apesar de ocupada desde tempos imemoriais por povos longínquos e da presença de distintas ordens militares e religiosas, a história das Aldeias do Xisto foi escrita essencialmente pela persistência do homem comum, que aqui criou inúmeras comunidades dando origem a um património marcadamente vernacular. Aqui tudo tem uma escala humana. Quer isto dizer que aquilo que se percebe historicamente nas Aldeias do Xisto deve ser lido nas entrelinhas da ocupação humana, no engenho e mestria com que as suas populações conseguiram tirar o melhor partido da terra para a sua sobrevivência e sustento, construindo casas de pedra, barro e madeira, aproveitando as linhas de água para a agricultura, e também desenvolvendo uma estrutura simbólica e religiosa que mantiveram comunidades coesas, comungando e celebrando ao ritmo do calendário agrícola. É essa marca profundamente humana, rural e comunitária, que ainda aqui se sente.

Mãe d’água

O território das Aldeias do Xisto é uma das mães d’água do País. Aqui ela é rainha, sulca montanhas, alimenta animais, empresta a sua força vital à atividade agrícola e refresca o lazer. Rios como o Zêzere, o Ceira, o Ocreza, o Alva, o Unhais, os seu afluentes, ribeiras e riachos, e ainda o conjunto das albufeiras das barragens do Cabril, Bouça e Castelo de Bode, moldam a paisagem e oferecem recônditos de tranquila frescura, amplos espelhos de água ou impetuosos rápidos. O labor e engenhosidade das pessoas aproveitam-na em açudes, levadas, fontes, praias, moinhos, regas que também moldam a vida e o ritmo das aldeias. 

Céu Escuro

À luz das estrelas, onde a terra toca o céu. São poucos, muito poucos, os sítios no mundo com as condições ideais para nos deixarmos maravilhar com a imponência de um céu totalmente estrelado. Um céu tão escuro e limpo que é possível observar a Via Láctea a olho nú, como o fizeram durante milénios os nossos antepassados, inspirando-os para um deslumbramento metafísico e artístico que serviu de fundação a toda a civilização humana. As Aldeias do Xisto são um desses sítios únicos no mundo. A Fundação Starlight atribuiu às Aldeias do Xisto a certificação internacional Destino Turístico Starlight. A par das excelentes condições de visibilidade, transparência e escuridão do céu, esta certificação atesta também o compromisso entre as entidades públicas, privadas e científicas, bem como a prontidão e a qualidade dos serviços turísticos, amplificada pelo genuíno interesse da comunidade residente.

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