O ano de 2026 promete ser especialmente generoso para quem gosta de levantar os olhos ao céu. Chuvas de estrelas, superluas, eclipses solares e lunares e alinhamentos planetários vão marcar o calendário astronómico, oferecendo múltiplas oportunidades para observar fenómenos raros e inspiradores.
Nas Aldeias do Xisto, reconhecido como Destino Turístico Starlight, o céu é um património vivo. A baixa poluição luminosa, aliada a equipamentos de observação especializados, faz do Geoscope – Observatório Astronómico do Fajão um dos melhores locais em Portugal para observar o céu. Integrado no projeto Starlight Aldeias do Xisto, este espaço convida a descobrir o Universo em plena natureza.
É possível consultar e agendar atividades dedicadas à astronomia, bem como reservar estadias associadas, através do Bookinxisto.
Os principais fenómenos astronómicos de 2026
3 a 4 de janeiro: Chuva de meteoros Quadrântidas
O ano começa com as Quadrântidas, uma chuva de estrelas conhecida pelo seu pico curto e intenso. Em 2026, a Lua Cheia da noite de 3 de janeiro irá dificultar a observação dos meteoros mais fracos, pelo que não são esperados grandes espetáculos visuais. Ainda assim, poderá surgir ocasionalmente uma bola de fogo mais brilhante.
29 de janeiro: Conjunção entre Vénus e Mercúrio
No final de janeiro, Vénus e Mercúrio surgem muito próximos no céu ao anoitecer, visíveis a oeste logo após o pôr do Sol. Um encontro planetário interessante para observação a olho nu e fotografia, desde que o horizonte esteja limpo.
Março: Eclipse lunar total
Na madrugada de 3 de março ocorre um eclipse lunar total, também conhecido como “Lua de Sangue”. O fenómeno será visível sobretudo na América do Norte e noutras regiões do globo, mas não será observável em Portugal. Durante um eclipse lunar, a Terra projeta a sua sombra sobre a Lua, dando-lhe tonalidades avermelhadas, resultantes da luz solar filtrada pela atmosfera terrestre.
Abril: Líridas
Entre 21 e 22 de abril, as Líridas marcam o regresso das chuvas de meteoros da primavera, ideais para observação em locais escuros e com horizonte amplo.
Maio a julho: céus ativos
As Eta Aquáridas atingem o pico a 5 e 6 de maio, seguidas pelas Delta Aquáridas, com pico nos dias 30 e 31 julho, oferecendo boas taxas de meteoros por hora, especialmente em madrugadas sem Lua.
21 de junho: Solstício de verão
No dia 21 de junho ocorre o solstício de verão, assinalando o dia mais longo do ano no hemisfério norte. A partir desta data, os dias começam lentamente a encurtar, embora o verão astronómico esteja apenas a começar.
Agosto: um mês excecional
Agosto concentra alguns dos momentos mais aguardados do ano:
- 12 de agosto –Eclipse solar total, visível numa pequena área do nordeste de Portugal, com elevado grau de obscurecimento em todo o país
- 12–13 de agosto – Perseidas, consideradas uma das melhores chuvas de estrelas do ano, beneficiando da Lua Nova
- Alinhamentos planetários, visíveis antes do nascer do Sol, com vários planetas observáveis a olho nu
Este será, sem dúvida, um dos períodos mais intensos do calendário astronómico de 2026.
Outubro e novembro: Orionídeas e Leónidas
As Oriónidas (21 a 22 de outubro) e as Leónidas (16 a 17 de novembro) mantêm o céu em movimento no outono, com meteoros rápidos e rastos luminosos bem definidos.
Dezembro: Geminídeas e Úrsidas
O ano termina em grande com as Geminídeas (13 a 14 de dezembro), que prometem um espetáculo de grande intensidade, seguidas pelas Úrsidas (21 a 22 de dezembro), já próximas do solstício de inverno.
21 de dezembro: Solstício de inverno
A 21 de dezembro dá-se o solstício de inverno, marcando o dia mais curto e a noite mais longa do ano. Este momento assinala o início do inverno astronómico e o regresso progressivo dos dias mais longos.
Entre montanhas, aldeias de xisto e silêncio absoluto, observar o Universo torna-se um regresso ao essencial — um convite para desacelerar, aprender e maravilhar-se com a imensidão do cosmos.
Em 2026, o melhor lugar para olhar o céu… é na Terra.









