Registar. Descubra as vantagens.




Guia do visitante

Figueira

Património

Percorrendo a rua principal da Aldeia, inicialmente calcetada em pedra irregular (quer com calçada granítica, quer com calçada calcária grossa) e presentemente asfaltada, por entre ruas intrincadas com um inegável charme rural, pode ser observado um conjunto de casas de xisto com bastante interesse, ainda bem conservadas e cuja unidade faz perceber o modo de vida comunitário outrora partilhado. Exemplo deste modo de vida é o forno comunitário, a eira, e as “portas” da aldeia que se fechavam de modo a proteger os animais dos lobos que, pela noite, rondavam a aldeia em busca de alimento. Os largos existentes mantêm-se em terra onde pasta e/ou circula o gado, o mesmo que circula pelas ruas da Aldeia em comunhão com os habitantes.

História

A Aldeia possui uma história curiosa da qual o lobo é o protagonista. Consta que a disposição urbanística teve como objectivo a protecção, com ruas definidas (uma longitudinal e várias transversais) formando um conjunto de entradas. À noite as ruas eram fechadas com portas, de modo a que toda a aldeia ficasse protegida do ataque dos lobos aos animais domésticos. Ainda hoje existem vestígios de algumas dessas portas.