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Guia do visitante

Ferraria de S. João

Geografia

A Ferraria de São João fica no extremo Este do Concelho de Penela, no limite com o Concelho de Figueiró dos Vinhos. Localiza-se no interior da Serra do Espinhal, entre duas cristas quartzíticas, a uma altitude de cerca de 650 metros. Pertence à freguesia da Cumieira, que tem uma área total de 19,53Km2.

Natureza

A paisagem natural é bastante diversificada. À serra densamente povoada por espécies ainda da flora original, de que são exemplo os castanheiros, contrapõem-se as planícies de solos fracos e vegetação agreste, de onde brotam, aqui e ali, significativas elevações de terreno que se impõem na paisagem e a tornam peculiar.

A Ferraria de São João é um espaço privilegiado onde podemos ainda encontrar um imponente e maravilhoso montado. A fauna existente é bastante diversificada. Abundam diversas espécies de répteis, mamíferos e aves. A riqueza do património cinegético da região torna-a extremamente atractiva para a prática da caça desportiva, possuindo um vasta área associativa destinada a esta actividade.

Património

As estruturas urbanas existentes na aldeia são um exemplo da sua vivência eminentemente rural, predominando a agricultura e a pastorícia de subsistência. Ao nível do edificado regista-se uma forte presença da arquitectura popular, onde predominam os materiais locais, a madeira, os xistos, os calcários e os quartzitos. A maior parte das casas reflecte este toque de ruralidade, com dois pisos, sendo o do rés-do-chão para arrumos e currais, e o andar de cima para habitação. Do mesmo modo, se os currais são integralmente em pedra à vista, o piso superior é maioritariamente rebocado e pintado, devido a uma maior exigência de conforto na área habitacional. Estas características conferem à Ferraria de S. João um ambiente único.

História

O concelho de Penela terá sido fundado ainda antes da nacionalidade. Teve o seu primeiro foral em Julho de 1137, concedido por D. Afonso Henriques, sendo portanto um dos Municípios mais antigos do País. A este facto não terá sido alheia a grande importância estratégica de Penela no contexto da reconquista.

Tendo em atenção estudos feitos aos vestígios existentes, é de crer que na origem do Castelo de Penela estivesse um Castro lusitano posteriormente aproveitado pelos Romanos aquando da sua conquista, no século I A. C.

À História de Penela crê-se estarem ainda associadas as passagens sucessivas dos Vândalos, destruidores da fortaleza construída pelos Romanos; dos Mouros, que tomaram o Castelo de Penela no séc. VIII e das tropas de Fernando Magno (Rei de Leão), tendo a fortificação ficado sob o poder do Conde D. Sesnando, primeiro Governador de Coimbra (depois da Reconquista em 1064), a quem se deve a construção de um forte castelo medieval no interior da fortaleza moura já existente.

Gastronomia

O Foral de Penela, de 1337, enumera a existência de bois, cavalos, cervos, coelhos bravos, ginetas, ovelhas, porcos monteses e vacas. Nos campos cultivava-se trigo e cevada.

Caldo do cozido com couve troncha

Ingredientes: Couve troncha, azeite, batatas, chouriço, toucinho, sal.

Coze-se o toucinho, o chouriço, também pode ser uma morcela. Depois de cozidos tiram-se da panela e na mesma água metem-se os talos bem lavados da couve tronchuda e as batatas, deixando-se cozer bem. Serve acompanhado por broa, o toucinho e o chouriço.

Receita gentilmente cedida pelo Sr. José Vaz
Descubra mais receitas desta Aldeia na Carta Gastronómica das Aldeias do Xisto

É curioso

O concelho de Penela é detentor de um património espeleológico significativo. Situadas a sul da nascente do Rio Dueça, e a escassos metros da EN 110, na zona de Taliscas, as Grutas de Algarinho e Talismã são consideradas das maiores grutas do país e bastante visitadas por grupos espeleológicos vindos de todo o lado.