Cerdeira
A Cerdeira é um local mágico. Logo à entrada, uma pequena ponte convida-nos a conhecer um punhado de casas que espreitam por entre a folhagem. Parece que atravessamos um portal para um mundo fantástico. Tudo parece perfeito neste cenário profundamente romântico. O chão de ardósia guia-nos por um caminho até uma fonte no meio de uma frondosa vegetação.
Mas há mais para descobrir: não passam despercebidos nem um atelier de artesanato (Atelier da Cerdeira), nem uma produção biológica de ervas aromáticas e condimentares (Planta do Xisto), plantada em socalcos, claro. Aliás, em certos momentos do ano, esta aldeia é animada por encontros temáticos que juntam arte e botânica.
Livro de Visitas
Colocado em 17.09.2010 por Rui Pratas
Há vários anos que sou visitante assíduo das aldeias do xisto e esta é sem dúvida a minha preferida. Vou lá regularmente nem que seja apenas para encher meia dúzia de garrafões com a água pura que por lá passa. É uma aldeia que me oferece uma grande paz de espírito e me rouba a vontade de ir embora quando lá estou. As zonas públicas da aldeia foram recuperadas, arruamentos, muros e algumas casas/ruinas. O que foi feito nessa altura foi concluido, o que não ficou parece-me que foi esquecido. Visito com regularidade várias aldeias de xisto da rede e conheço-as quase todas, e sempre que faço uma nova visita a uma delas há algo que muda, seja mais uma casa recuperada, uma horta nova ou uma zona pública de convívio. É bom ver, principalmente aos fins de semana, estas aldeias encherem-se de gente e de vida, de pessoas que nem pertencem à "terra" mas fizeram nascer amor por ela. Tenho constatado isto em todas as aldeias que visito, todas... menos a Cerdeira. Aquilo que foi recuperado começa agora a ceder ao tempo. É um muro que sofre uma derrocada, é a churrasqueira comum que tem cada vez mais mau aspecto; até as fitas da festa que os antigos moradores fizeram em Setembro de 2009 lá continuam, partidas, tombadas, ao sabor do vento nas paredes do centro recreativo. O sentimento que há anos surgiu em relação à Cerdeira foi crescendo e tenho com ela uma empatia muito grande, pelo que ter ali um cantinho seria um sonho tornado realidade. Poderia participar activamente na recuperação e manutenção da aldeia e ter acesso à paz de espírito e tranquilidade que ela proporciona. Neste ano de 2010, por altura do evento "Elementos à Solta" resolvi, um pouco acanhado e depois de pensar bastante, perguntar a um morador (os dedos de uma mão sobram para contar os moradores fixos da aldeia) se teria conhecimento de alguma ruína à venda na aldeia. A resposta foi curta, evasiva e muito surpreendente. Não existiriam ruinas à venda na Cerdeira porque estariam todas vendidas. Todas... Senti grande tristeza e vim embora, não sem antes ter lido um cartaz colocado por alguém pouco à frente da placa de madeira com o nome "Cerdeira" e que dizia: «As aldeias precisam de gente.» Na cabeça só me soou a palavra hipocrisia.Num fim de semana em que tenham oportunidade, visitem aldeias como o Casal de S. Simão, Ferraria de S. João ou, mais perto, o Talasnal com os seus acessos complicados, e Gondramaz, e comparem a vida nessas aldeias com a Cerdeira. Comparem as ruinas recuperadas nessas aldeias com as da Cerdeira. A única alteração que vi na Cerdeira no decorrer deste ano foi a derrocada de parte do muro no caminho que leva às primeiras casas e a queda de mais uma parede de uma ruina. Tinha muito prazer em olhar para uma casa em recuperação na parte de cima da aldeia por parte de quem parecia ser um casal com filhos pequenos. Da última vez que lá estive observei uma videira que quase cobria as janelas, ramos caídos na parte de trás da casa, numa espécie de abandono. As ruinas estão todas vendidas e ninguém as recupera? Será esta aldeia diferente das outras? Quantas ruinas foram recuperadas noutras aldeias este ano e quantas o foram na Cerdeira? E em 2009? e em 2008? E em 200_? Nas outras aldeias há dificuldade em encontrar os antigos donos de propriedades e nesta a facilidade foi tanta que estão todas vendidas? Será que os residentes compraram a aldeia inteira? A forte convicção que tenho, sendo apenas uma opinião, é que o punhado mal cheio de habitantes fixos da aldeia toma conta dela e faz dela uma grande propriedade privada aberta a visitantes, um pequeno feudo. Tenho pena... boa sorte Cerdeira!
Colocado em 17.08.2010 por Jorge Ventura Manuel
Cerdeira onde eu nasci e ali morei até à idade de 17 anos, trabalhei dos 12 anos até aos 16 anos na mata florestal em Trevim. Tenho muita saudade daquela aldeia que nunca me esquecerei, agora moro no Brasil quem sabe se DEUS permitir um dia irei revê-la. (saudades) a todos um abraçoColocado em 08.10.2009 por Ataide Ventura manuel
Cerdeira onde nasci, tenho saudades pois, saí de lá com 15 anos, meus pais vieram para o Brasil e não retornaram mais, estive lá há 7 anos. Tenho o sonho de lá voltar e ver o que esta sendo feito, maravilhoso este trabalho. Logo estarei de volta !Colocado em 13.05.2009 por maria clara
fui lá no dia 9 de maio de 2009gostei de tudo o que vi por exemplo a cultura biológica de plantas medicinais e aromáticas e de toda a beleza e calma daquela zona serrana
Colocado em 10.05.2009 por Ricardo Santos
tenho algumas raízes na Lousã e pouco tempo para a visitar. Conheci as aldeias serranas pela 1ª vez este ano, quando fui com uma estilista e uma modelo fazer umas fotos para a divulgação do seu trabalho na revista Noivas de Portugal.O resultado foi positivo e bastante gratificante!
Aconselho a visitar!
Colocado em 25.10.2008 por Isabel Maria Ferreira Daniel Meira
Continuando o meu percurso pelas Aldeias do Xisto, visitei hoje a Cerdeira.Fiquei agradavelmente surpreendida. É um local simplesmente extraordinário. Como devem ser felizes os que decidiram ali morar. Estão de parabéns todos os que trabalham para a manter viva. Fiquei com vontade de lá voltar e voltarei também para apreciar com mais tempo o trabalho da Kerstin.Cumprimentos
Isabel Daniel
Colocado em 05.05.2008 por domingos manuel vilaça pinto
Conheço muito bem esta aldeia, e confesso que fiquei emocionado ao ver esta fotografia.Em meados da década de 90, fiz parte do primeiro grupo de trabalho do Instituto da Juventude.
Eramos 7 pessoas, 3 portugueses, 3 raparigas holandesas e um rapaz dinamarquês.
Recordo-me perfeitamente de tudo, mas principalmento dos queijinhos que eram feitos na serra, pelo casal que na altura eram os unicos residentes na aldeia, a Cristina e não me lembro do nome do marido, mas era estrangeiro.
Passei momentos de ouro, nesse pequeno paraíso.
Cumprimentos
Domingos Pinto
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Colocado em 22.08.2011 por José Mestre
Boa noite a todos os participantes no fórum "aldeias do Xisto". Vou no principio de Setembro dar uma volta pelo Talasnal, Cerdeira e arredores. Espero gostar, uma vez que estive noutros lugares da zona e foi gratificante. Vou lendo o que dizem por aqui e participar quando for possível. Bem hajamJ. Mestre