Aigra Nova
Inserido na rede de Aldeias do Xisto, este agrupamento de quatro aldeias do Concelho de Góis – Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena – estão integradas numa estrada panorâmica que as ligará ao Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, a Santo António da Neve e a outras aldeias situadas na vertente oposta da serra. É com os olhos postos no alto que se agradece a existência destas aldeias-memória e a sua recente e progressiva transformação em aldeias-futuro, a chamar para cada uma delas uma nova alma que as belíssimas pedras de xisto, por si só, não podem conter.
É obrigatório parar aqui, deixar-se acolher no Centro de Convívio. A simpatia é tão contagiante como é serena a paisagem. A sul, o Trevim ergue-se, imponente, a 1204 metros de altitude. É bom saber que, no fundo destes vales, veados e javalis continuam a subsistir imperturbados, como que protegidos do mundo.
Livro de Visitas
Colocado em 16.05.2010 por joao miguel nunes costa
conheço muito pouco da aldeia mas do que conheço digo com gosto que é uma aldeia linda! no verao de 2009 trabalhei na exploração florestal ai perto e tive oportunidade de visitar a aldeia e como disse é linda!!! visitem! vale a pena! =DColocado em 25.08.2009 por cristina pinto
Sim conheço e tenho muito orgulho de a conhecer. Porquê?É lindo e principalmente é a terra natal da minha mãe ou seja a mais próxima do seu berço foi a Aigra Velha, também muito linda...
Para quem quer descansar e aliviar a cabeça dos problemas do mundo não há melhor sítio, só nós e a natureza, ali só se ouve o cantar dos pássaros, o zumbido das abelhas na sua árdua tarefa a fazer o mel (um dos melhores do nosso país) e outros animais que ali habitam embora estejam mais escondidos (javalis, veados, etc) mas com um bocado de sorte os vemos por vezes.
Os meus filhos adoram e acho que lhes faz muito bem lá ir para desanuviarem do stress da cidade, pois vêem como se faz o queijo de cabra desde a ordenha até estar pronto para comer, de ir buscar o mel às colmeias e ver todo o processo até estar pronto para consumo, etc.
Por isso aconselho a lá irem visitar estas aldeias do xisto pois vale a pena, são liiindíssimas e claro os seus habitantes são uma simpatia de louvar (pois são meus tios, os que habitam na Aigra Velha e os que habitam em Aigra Nova). Enfim são sentimentos difíceis de exprimir, só lá indo e vendo com os nossos olhos e claro com o nosso coração....
Colocado em 02.05.2009 por Alberto Manuel Henriques Barata
Conheço muito bem todas estas aldeias e porquê? Já explico!Com apenas 12 anos de idade, acompanhado de outros jovens como eu, trabalhando para os então Serviços Florestais da Lousã, não se falava no trabalho infantil, outros tempos, calcorreávamos, desde a Ribeira Cimeira e Cerdeira de Góis todas as veredas, que nos conduziam ao Trevim onde debaixo de sol abrasador ou com a neve debaixo dos pés, com a picareta ou alvião nas mãos de meninos, mas já suficientemente calejadas, trabalhávamos todo o santo dia.
Como Portugal era diferente!
Conhece esta aldeia?
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Colocado em 17.08.2010 por Elisabete Pedrosa
Agora já conheço!Chegámos pela manhã à Pena, vindos de várias origens para andar a pé pelos Caminhos do Xisto - Rota das Tradições do Xisto organizado por Entidades Locais e inserida no programa da FACIG (15 de Agosto de 2010) passando por Pena, Aigra Velha, Aigra Nova e Comareira.
Foram quase 10 km por entre arvoredos e serranias. Digo-vos que já não tenho os pés doridos mas na alma sinto ainda o sonho dos caminhos percorridos.
Seguimos o trilho, rumo a Aigra Velha, a par com a levada onde corria água fresquinha deixando para trás os vigilantes Penedos, imponentes rochedos quartzíticos que abrem portas a um cenário de dantescas escarpas.
Tivemos oportunidade de avistar nos céus, o voo picado de algumas aves de rapina e nem o 'ataque' das vespas conseguiu interromper a tranquilidade da caminhada.
Chegados a Aigra Velha, era hora de recuperar as forças que aquela 'subidita' teimou em nos roubar.
Apreciámos o rebanho da 'Elsa' e percorremos as ruas desta aldeia bastante representativa da vida comunitária.
Era preciso continuar a jornada e seguimos para Aigra Nova.
Esta parte do trilho foi muito agradável de percorrer e mais agradável ainda foi a maravilhosa recepção que tivemos naquela Aldeia: chanfana, pão da serra, pão com carne, queijo, mel, azeitonas, filhós... (perdoem-me se não referi tudo). Um manjar de rei!
Obrigada a todas as pessoas que nos acolheram e aos guias que nos acompanharam!
Seguimos depois para a Comareira e daqui regressamos à Pena.
São sensações e emoções para as quais não é fácil encontrar palavras por isso, não me vou alongar muito mais com descrições, mas digo-vos que vale a pena ir à Pena!
Ali, o tempo não passa e o silêncio ecoa
Ali, corre a ribeira e a tranquilidade habita
Ali, naquele lugar, era onde eu agora queria estar!